Posts Tagged ‘TRIcolor’

TRIcolor e Libertadores – Ainda dá pra acreditar???

31/10/2010

Salve nação TRIcolor!!!

O Mais querido passará por uma prova de fogo na luta pela vaga na Libertadores, primeiro enfrentaremos o vide-líder Cruzeiro, depois o Terceiro colocado Corinthians e ainda vem o atual líder Fluminense.

É um caminho muito difícil, mas nosso TRIcolor vem mostrando que pode chegar lá, a cada jogo podemos ver melhoras, principalmente no posicionamento tático.

Nesta luta, poderemos acabar ajudando os gambás, mas o que importa é nosso garanta sua vaga e vá pelo oitavo ano consecutivo para a Libertadores.

Eu acredito nesta classificação, somos o time da FÉ, não desistimos da luta jamais.

Força TRIcolor!!!

Marcio Rodrigues da Silva

Criticado por uns, invejado por todos – MORUMBI – 50 Anos

04/10/2010

No ultimo sábado dia 2 de outubro, o majestoso estádio do nosso TRIcolor completou 50 anos, para comemorar, nada melhor que contar a história do nosso estádio.

Após a sua re-fundação em 1935 o SPFC que sempre pensou em ter seu estádio próprio. O improviso com o Campo da Antarctica Paulista, na Moóca, quando da fusão com o Estudantes em 1938 comprova o desejo do clube desde então. E em 1942 ele se associou ao clube alemão que alugava o Canindé. Só em 1944 ele comprou o Canindé. O sonho do grande estádio chegou a ser passado para o papel, num anteprojeto, mas foi atrapalhado pela Prefeitura: o traçado da Marginal Tietê cortaria o terreno do São Paulo e o anteprojeto teve que ser abandonado. E segundo a Revista Tricolor numero 3, em setembro de 1949 o clube volta a sonhar com um grande estádio. Desse momento em diante dirigentes e membros importantes começam a procurar por um terreno onde o clube poderia construir o tão desejado estádio.

A prefeitura foi procurada pela diretoria do Maior do mundo que estava interessada em fazer a construção do seu estádio onde hoje é o parque do Ibirapuera, mas na época o então vereador Janio Quadros lutou para que o terreno não fosse vendido e conseguiu.

Depois foi verificado que havia um terreno à margem do rio Pinheiros que pertencia a Light (antiga empresa de fornecimento de energia elétrica da capital de SP e parte do interior). Ao verificar a metragem do terreno, constatou-se que ele seria pequeno para o projeto desejado pelo clube.

Mais precisamente em abril de 52 que o clube organizou e criou a Comissão Pró-estádio. Com isso acontecia uma divisão administrativa do SPFC, uma que cuidaria do clube e outro da obra do estádio. Como presidente dessa comissão o ex-jogador e agora dirigente, Cícero Pompeu de Toledo.  Em agosto de 52 a Imobiliária Aricanduva doa ao SPFC parte do terreno para a construção do estádio. Transação lícita e registrada em cartório (veja aqui o contrato). Era de interesse da imobiliaria doar o terreno, pois naquela época o bairro do Morumbi era um grande “nada” e a construção do estádio traria um valor para a região.

Familia de Hélio Motta Mello, sócio número 9 do São paulo no então terreno onde seria construido o Morumbi

Morumbi - Realmente construido no meio do nada

No final de 1952 três empreiteiras apresentaram seus projetos para a construção do estádio. Duas brasileiras e uma soviética. O Clube acerta com a Vilanova Artigas e apresenta a maquete do Estádio para o público e imprensa na sua sede social de gala na Av. Ipiranga.

Consta ainda que o projeto original contava com estádio de futebol para 120 mil pessoas e com quatro anéis, e não três. Teríamos um ginásio ao “estilo Morumbizinho” com o objetivo de receber a prática de vários esportes; basquete, vôlei, hóquei e ciclismo. O ginásio teria a capacidade para 20 mil pessoas. A praça de atletismo e parque aquático com três piscinas, sendo uma olímpica, os dois espaços com arquibancadas para 5 mil pessoas; diversas quadras poliesportivas e sede social. Esse foi o projeto inicial.

Projeto original do morumbi

No ano seguinte, 1953 o clube acerta com a Companhia Antártica Paulista um contrato de concessão de direitos exclusivos para a venda de produtos dentro do estádio com a Companhia Antárctica Paulista. O valor acertador girava na casa de Cr$ 5.000.000,00, para uso por 10 anos, a partir da inauguração, com possibilidade de prorrogação por mais 5 anos. O clube inicia também as negociações para a propaganda no estádio e a venda de souvenires para ajudar na construção. Nos mesmo período o SPFC recebeu inúmeras doações de sacos de cimento, além de doações em dinheiro de populares/torcedores. Eu particularmente tive conhecimento de que dois irmãos são-paulinos, moradores do Ipiranga levaram até o Morumbi, cada um em sua bicicleta, 2 sacos de cimento. História contada por uma das netas de um dos irmãos.

Em julho do mesmo ano inicia, e em dezembro termina a terraplanagem do terreno.

No ano de 1953 iniciam o estaqueamento e a construção das fundações do estádio com 144 tubulões pneumáticos. Cada um com capacidade de suportar uma carga para 700 toneladas e cerca de 3000 metros de estacas pré-moldadas de concreto armado, com suporte variável de 20 a 30 toneladas cada. Finalizada também a galeria de águas pluviais.

Em 1954 a Villanova acerta a transferência dos direitos de seu projeto ao SPFC, que, livre, procede algumas alterações, como a substituição das rampas à arquibancadas por bocas de acesso, fato que aumentou em 30% a capacidade do estádio.

No mesmo ano o São Paulo rompe o contrato e firma nova parceria agora com a Rádio Bandeirantes S/A para a venda das cativas do estádio. O produtor de rádio e TV, Oswaldo Molles é nomeado para ser o chefe da campanha publicitária.

Em fevereiro de 54 aconteceu um amistoso entre o Botafogo-RJ x SPFC. Na ocasião dizem que o então presidente da Comissão Pró-estádio, Cícero Pompeu de Toledo conversa com o presidente Getúlio Vargas para um empréstimo da Caixa Econômica Federal ao clube para ajudar no termino da construção do estádio no valor de Cr$ 35.000.000,00. O então presidente do Brasil recebe posteriormente Cícero Pompeu de Toledo no Palácio do Catete e inicia o processo para o empréstimo. Mas o valor solicitado e anunciado nunca chegou as mãos do SPFC. Esse fato nunca foi de fato comprovado.

Em abril de 1955 o SPFC vende para o Sr Wadih Saddi, conselheiro do clube, o Complexo Esportivo do Canindé pelo valor aproximado de Cr$ 12.000.000,00 com o objetivo de sanar as dívidas do clube. Parte do valor da venda foi direcionada para a construção do Morumbi. Portanto o SPFC continua no Canindé até 1957 quando o terreno e suas instalações foram revendidos à Portuguesa.

Em outubro o SPFC fecha contrato para a segunda fase das obras estruturais de 6 vãos de gigantes (espaços entre os tubulões de sustentação do estádio, mais 3 lances de cativas, vestiários, departamento médico, concentração, portões monumentais e bilheterias. Essa obras só foram iniciadas em 1956. E foi no final de janeiro de 56 que o Conselho Deliberativo escolheu o nome oficial do Estádio do Morumbi: Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Outros 2 nomes foram discutidos para o estádio: Nove de Julho e dos Bandeirantes.

Em agosto do mesmo ano o clube inaugura o gramado, plantado com grama tipo Batatais sob orientação do Instituto Agronômico de Campinas. O gramado foi demarcado com as medidas FIFA por Vicente Feola. Festa e churrasco oferecidos à imprensa. No mesmo dia as primeiras traves redondas do Brasil também foram instaladas no campo do estádio.

Em setembro de 1957 finalizam o trabalho de fundações pneumáticas, ao custo aproximado de Cr$ 20.000.000,00.

No último dia do ano de 1957 o SPFC deixa o Canindé e a Portuguesa toma posse definitivamente.

Em março de 58 Cícero Pompeu de Toledo é condecorado pelo Conselho Deliberativo como Presidente de Honra do São Paulo Futebol Clube. Em abril de 58 Laudo Natel torna-se Presidente da Diretoria Executiva do SPFC e da nova Comissão Pró-Estádio

A Imobiliária Aricanduva faz uma nova doação em 59, de outro terreno anexo ao terreno onde o estádio é construído. Esse novo terreno tem um valor aproximado de Cr$ 200.000,00. Transação registrada também em cartório.

Inauguração da Pista de Atletismo em abril de 60. A obra foi supervisionada por Dietrich Gerner. Devido ao tamanho do campo de futebol delimitado a pista não teve metragem oficial.

Os primeiros bancos das numeradas e cativas vinham com o nome dos proprietários gravados. A Indústria de Parafusos Mapri S/A deu 400 mil unidades de parafusos em troca de 2 cadeiras cativas e 1 painel publicitário no muro do estádio. O muro que foi construído no entorno do estádio teve de início 47 espaços destinado a painéis publicitários de 2,5m x 6m.

Uma inauguração parcial do estádio aconteceu em 02/10/60 na partida contra o Sporting Lisboa, de Portugal (1×0 para o São Paulo: 1º gol do novo estádio de Arnaldo Poffo Garcia, o Peixinho). Na ocasião o estádio foi inaugurado com os seguintes setores: setor térreo completo, os trechos entre o G45 e o G3 (sentido horário) do anel intermediário e do superior. O estádio teve a benção do Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelo Motta. O público do primeiro jogo foi de 56.448 pessoas.

Em outubro de 60 o SPFC realiza um novo jogo amistoso contra o Nacional de Montevidéu como segunda parte da festa de inauguração do estádio com jogo No jogo preliminar, o time de Veteranos do São Paulo x Seleção Paulista.

No final de outrubro de 1960 o título patrimonial do clube foi criado pelo Conselho Deliberativo com o custo de Cr$ 100.000,00, como forma de ajudar financeiramente ainda mais as obras do setor social.

Somente em 25/01/70 o clube realiza a inauguração definitiva do estádio numa partida que terminou empatada por 1×1 entre o SPFC contra o Porto, de Portugal. O público total do jogo foi de 107.069. Mas o público pagante foi de 59.924, ou seja, 47.145 pessoas eram convidados.

NOTA: Para os invejosos que acreditam em correntes de e-mail e não procuram saber a real história, o palácio dos bandeirantes teve sua construção iniciada em 1950 pela família Matarazzo, pois lá seria uma faculdade, somente em 1964 (QUATRO ANOS APÓS A INAUGURAÇÃO DO MORUMBI) o prédio foi repassado ao governo paulista, pois a família já estava com problemas financeiros.

Contribuição/ Fotos: SPFCPédia e Blog do torcedor

Marcio Rodrigues da Silva